Minha caminhada tecnológica começou aos 15 anos. Naquela época, não havia qualquer pressão externa ou
obrigação corporativa; o único motor era a curiosidade genuína, quase infantil, de responder a uma pergunta
simples: “qual é a real sensação de fazer uma máquina pensar através do código?”
Sendo autodidata em um país de dimensões continentais como o Brasil, aprender exigiu determinação férrea.
Sem tutores presenciais, cada obstáculo tornava-se um empolgante desafio bibliográfico: dissecar
documentações
oficiais, debugar pilhas de erros nas madrugadas e testar hipóteses na prática.
01
A Experimentação Lúdica (15–16 anos)
Primeiros experimentos com modificações de jogos e lógica iterativa: desenvolvimento de plugins para
Minecraft em Java, scripts de automação em Lua para Roblox e
pequenos projetos interativos em C# com Unity. Descobri ali a fascinação de ver a
lógica se transformar em ação concreta.
02
O Mergulho no Baixo Nível e Fundamentos
Para compreender a computação sem intermediários ilusórios, decidi programar próximo ao hardware.
Cheguei a desenvolver um bootloader x86_64 do zero em Assembly (micro-win-x2). Esse exercício desmistificou o funcionamento dos
processadores, gerenciamento de memória e interrupções.
03
A Maturidade em Back-end & Rust
Com os fundamentos consolidados, escolhi Rust e TypeScript como
ferramentas de eleição. O primeiro pela garantia de segurança de memória em tempo de compilação e
performance implacável; o segundo pela produtividade aliada à tipagem estática que previne falhas em
aplicações web de larga escala.
04
Fronteiras da IA e Agentes Autônomos
Aprofundamento contínuo em ecossistemas de Machine Learning, LLMs, engenharia de prompts e
arquiteturas agentic (Bootcamps Itaú/DIO), integrando modelos neurais em fluxos de trabalho reais de
engenharia de software.
Ser autodidata não significa caminhar sozinho; significa ter a humildade de aprender com tudo o que a
comunidade global construiu, filtrando o que é ruído daquilo que possui valor perene.